Para Onde Caminham os Investimentos em Marketing em 2025?

  

Um retrato das prioridades de quem lidera a área, com dados de mais de 11 mil profissionais
Com a inflação recuando lentamente e o cenário global em constante transformação, surgiu uma dúvida inevitável: de que forma os profissionais de marketing estão redesenhando seus orçamentos para o próximo ano?

Para responder a essa questão, conversamos com 11.093 especialistas da área e reunimos insights valiosos sobre as prioridades, escolhas estratégicas e os motivos por trás de cada decisão de investimento.

A seguir, apresentamos uma visão detalhada — e atualizada — sobre os caminhos que o marketing pretende trilhar em 2025.


Mídia Gratuita: o que esperar do tráfego orgânico

SEO segue firme no radar

Otimização para mecanismos de busca continua sendo prioridade:





  • 44% pretendem aumentar o orçamento nessa área, confiantes de que o SEO continua sendo eficaz, mesmo diante do crescimento da inteligência artificial.
  • 39% manterão o investimento atual, destacando os bons resultados que vêm colhendo.
  • 17% pretendem reduzir, receosos quanto às mudanças nos algoritmos e ao impacto potencial da IA nos rankings.

Redes sociais orgânicas: presença, sim. Resultado, nem sempre.




  • 25% aumentarão o orçamento voltado ao alcance orgânico nas redes sociais, por entenderem que essas plataformas são excelentes para visibilidade e conexão com o público.
  • 17% manterão o investimento, reconhecendo que é indispensável estar onde está a atenção do consumidor.
  • Por outro lado, 58% pretendem diminuir o orçamento, devido à queda constante do alcance orgânico, mesmo com esforços contínuos.

Conteúdo: o coração da comunicação



A produção de conteúdo segue em alta:

  • 63% ampliarão o investimento, motivados por três fatores principais:
    1. A diversidade de formatos exigida pelas plataformas.
    2. A percepção de que conteúdos produzidos por humanos ainda superam os gerados por IA.
    3. O fortalecimento dos podcasts como canais de influência e autoridade.
  • 33% continuarão com o mesmo orçamento, utilizando a estratégia de reaproveitamento de conteúdo.
  • Apenas 4% reduzirão, apostando na IA como aliada para escalar a produção.

SEO para Inteligência Artificial: uma nova fronteira



  • Um expressivo 97% dos entrevistados demonstram intenção de investir em otimização para plataformas de IA, como o ChatGPT e o SearchGPT.
  • Apenas 2% manterão seus investimentos no mesmo nível, e 1% irá reduzir, alegando ausência de resultados concretos nessas plataformas.

Email Marketing: canal clássico, mas eficaz



  • 28% investirão mais em email marketing, impulsionados pelo crescimento das listas e pela importância de manter contato direto, especialmente com as mudanças nos algoritmos das redes sociais.
  • 59% manterão o investimento, reconhecendo seu papel decisivo nas vendas.
  • 13% optarão por reduzir, com foco em limpeza de base e mudança de fornecedores para cortar custos.

CRO e Experiência do Usuário: otimizando o retorno



  • 59% vão aumentar o investimento em otimização de conversão e UX, buscando conter os custos com mídia paga e melhorar o retorno em tempos econômicos desafiadores.
  • 21% manterão os investimentos.
  • 20% farão cortes, por entenderem que já alcançaram bons níveis de performance.

Construção de Comunidade: a força do vínculo humano



  • 81% investirão mais em iniciativas de comunidade, apontando a importância de manter conexões autênticas em um mundo cada vez mais automatizado.
  • 3% manterão os investimentos atuais, por limitações orçamentárias.
  • 16% reduzirão, devido à dificuldade em mensurar o retorno e restrições financeiras.

Mídia Paga: onde está o foco dos investimentos

Busca paga (Google e Bing)

  • 52% aumentarão os investimentos no Google, e 64% no Bing, valorizando o ROI direto e a menor concorrência na segunda plataforma.
  • 38% pretendem reduzir o orçamento no Google, enquanto 7% farão o mesmo com o Bing, principalmente por causa do aumento dos custos e da busca por canais mais acessíveis.

Anúncios nas redes sociais

O panorama é mais fragmentado:

  • X (ex-Twitter) deve receber um aumento de 55% nos investimentos, devido ao baixo custo e à percepção de maior neutralidade política.
  • Plataformas como Facebook, Instagram, TikTok, YouTube, LinkedIn, Pinterest e Snap seguem sendo utilizadas, com orçamentos mantidos na maioria dos casos.

As justificativas para manter ou reduzir os investimentos incluem:

  • Bons resultados em marketing de influência.
  • Aumento do custo por clique.
  • Baixa escalabilidade em algumas plataformas.

Mídia Tradicional: adaptando-se aos tempos

Enquanto algumas empresas ainda valorizam os meios tradicionais, como jornais impressos e TV aberta, muitas estão migrando para formatos digitais, como a CTV (Connected TV), que oferece melhores métricas e personalização.

O público mais velho ainda é visto como prioritário para esses canais, o que justifica sua permanência nos planos de alguns profissionais.


Tendências emergentes: o que está ganhando força

  • Podcasting, influência digital e remarketing aparecem como grandes apostas:
    • O remarketing, por exemplo, cresceu 89% no orçamento de muitos profissionais, como uma forma de aproveitar melhor o tráfego gerado por campanhas anteriores.
    • A influência digital segue relevante, mas enfrenta desafios operacionais, como gestão interna e altos custos de equipe.

Considerações Finais

Apesar de incertezas econômicas, a maioria das empresas — tanto B2B quanto B2C — está otimista em relação ao futuro e deve aumentar ou manter seus orçamentos de marketing em 2025.

Somente 17% das empresas B2C e 15% das B2B declararam intenção de reduzir investimentos, principalmente por limitações financeiras.

Com a inflação dando sinais de alívio e as taxas de juros em queda gradual nos Estados Unidos, o mercado vislumbra um cenário mais favorável para ampliar estratégias e explorar novos canais com inteligência.

E se você precisar de apoio para colocar tudo isso em prática, nossa equipe na RV STUDIO está à disposição.

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